Fertilidade Masculina: Azoospermia!

É a ausência completa de espermatozóides no semên ejaculado. Na maioria das vezes, esse problema pode ser resolvido e, a gravidez pode ser conseguida, por meio de técnicas de reprodução assistida.

O volume do material ejaculado pelo homem (chamado sêmen), durante o ato sexual, é composto principalmente por líquido proveniente das vesículas seminais e da próstata. Apenas 5% do volume total corresponde a espermatozóides, produzidos pelos testículos. Quando o sêmen não possui espermatozóides, pode ser que eles não sejam produzidos ou que, apesar de produzidos, não consigam chegar até a uretra para formar o ejaculado. Existem, então, dois tipos de azoospermias: as obstrutivas (os túbulos que ligam os testículos à uretra não estão permeáveis) e as não obstrutivas (os espermatozóides não são fabricados pelos testículos).


Obstrutivas
As azoospermias obstrutivas são causadas por obstáculos que impedem a chegada dos espermatozóides à uretra, de modo que o sêmen (ou ejaculado) conterá apenas os líquidos das vesículas seminais e da próstata. Apesar de não existirem espermatozóides no sêmen, o homem com azoospermia obstrutiva produz espermatozóides. Estes pacientes tem ejaculação de volume praticamente normal: somente se pode saber que não existem espermatozóides no sêmen por meio do espermograma.
1. A obstrução pode ocorrer nos testículos ou epidídimos, em geral sendo decorrente de processos infecciosos cuja sequela é o fechamento de alguns dos delicados canais que formam aquelas duas estruturas.

2. Pode ocorrer também por obstrução de dutos deferentes,das quais a mais comum é a obstrução produzida pela vasectomia. Algumas vezes, existe ausência de dutos deferentes, isto é, o homem já nasce sem esses canais: é a agenesia de deferentes.

3. Menos frequentemente, existe um distúrbio pelo qual, embora todos os canais sejam permeáveis, o homem ejacula para dentro da bexiga ao invés de ejacular na uretra: é a ejaculação retrógrada Neste caso, o problema é de funcionamento alterado: então se fala em obstrução funcional (isto é, funciona como se existisse uma obstrução).

COMO SE SUPERA A AZOOSPERMIA OBSTRUTIVA E SE CHEGA À GRAVIDEZ

1. Se a obstrução for nos testículos ou epidídimos, os espermatozóides podem ser extraídos dos testículos ou dos epidídimos, e posteriormente injetados nos oócitos (óvulos) extraídos dos ovários da paciente. Este processo é a fertilização in vitro, na qual se utiliza a injeção do espermatozóide no citoplasma do oócito (ICSI).

2. Se a obstrução ocorrer por conta da vasectomia, pode ser feita a reversão da mesma. Os resultados dependem do tempo em que o paciente ficou vasectomizado (em geral, com mais de 10 anos os resultados em termos de taxa de gravidez são baixos), de como foi feita a vasectomia e da técnica empregada para reverter. Os melhores resultados são obtidos com cirurgia utilizando um microscópio (microcirurgia - praticamente 100% de recanalização); se a gravidez não ocorrer dentro de um ano após a reversão, pode ser tentado um método assistido (inseminação ou fertilização in vitro, conforme o diagnóstico da mulher).
Alternativamente, pode ser realizada a fertilização in vitro com ICSI; neste caso, os espermatozóides são retirados dos epidídimos e podem, conforme a quantidade, ser congelados para novas tentativas, o que minimiza o custo e evita nova cirurgia no homem. Esta técnica também é utilizada na agenesia dos deferentes, sendo a única opção para a gravidez nestes casos.

3. Quando existe a ejaculação retrógrada, os espermatozóides são colhidos na urina do paciente, colhida logo após a masturbação. Para que a acidez da urina não prejudique os espermatozóides, é administrado bicarbonato de sódio oral ao paciente, antes da colheita, o que neutraliza em parte a acidez urinária e permite a colheita de um número maior de espermatozóides viáveis na urina, que serão utilizados para fertilização in vitro.

Não Obstrutivas
As azoospermias não obstrutivas são causadas por defeitos na produção dos espermatozóides pelos testículos. De um modo geral, são mais graves que as obstrutivas, podendo ser de origem medicamentosa (quimioterapia), genética ou hormonal. Nesta última, podem aparecer alterações na libido (vontade sexual), na ereção ou no aspecto do corpo do paciente (ausência de pilificação, por exemplo) que fazem suspeitar do quadro. Porém, como em outros casos, somente se pode saber que não existem espermatozóides no sêmen por meio do espermograma.

Como Funciona
Os testículos são formados por vários túbulos enovelados, os túbulos seminíferos. Dentro deles, são produzidos os espermatozóides. Entre os túbulos, existem células que produzem o hormônio masculino (testosterona), que determina as características sexuais masculinas (maior massa muscular, voz grave, desenvolvimento peniano, etc..). Tanto a produção de espermatozóides quanto de testosterona são reguladas pelos hormônios da hipófise, situada no cérebro. O hormônio folículo estimulante (FSH) ativa a espermatogênese, e o luteinizante (LH) a produção de testosterona. Defeitos nos mecanismos de produção ou de ação destes hormônios nos testículos podem produzir alterações negativas na produção de espermatozóides.

CAUSAS HORMONAIS
Alterações no FSH, LH ou testosterona podem produzir azoospermia. Algumas vezes o FSH é baixo, e não estimula adequadamente os testículos. Nesse caso, a solução é a administração de FSH, que pode vir a resolver o problema. Noutras ocasiões, o FSH é alto. Nesse caso, o defeito testicular é mais grave, e em geral a reprodução apenas pode ser conseguida com a doação de espermatozóides (banco de sêmen). Quando a testosterona e o LH são alterados, em geral a reposição de testosterona apenas pode resolver o problema. Nesse caso o diagnóstico pode ser presumido por alterações da libido ou ereção e confirmado por dosagem hormonal.

CAUSAS GENÉTICAS
As alterações genéticas podem comprometer as células que produzem os espermatozóides, produzindo azoospermia. A extensão desse comprometimento é variável, de modo que em algumas ocasiões existem, dentro dos testículos, "ilhas" que produzem espermatozóides. Ocorre que a quantidade produzida é tão pequena que o espermograma continua registrando azoospermia. Nesses casos, a abertura dos testículos sob microscopia pode revelar a presença dos espermatozóides, que podem então ser retirados, injetados nos oócitos (óvulos) e produzir embriões viáveis, através de processo de fertilização in vitro (ICSI). Em casos mais extremos, a gravidez pode ser conseguida através de espermatozóides de banco de sêmen.

Fonte: http://www.unifesp.br/grupos/rhumana/azoos.htm

Blog Da Fertilidade à Maternidade

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