Investigando a Fertilidade do Casal!

COMO É O TRATAMENTO?

O tratamento é dividido em duas partes. Primeiro existe a fase de pesquisa, em que ise estuda todos os fatores que podem estar alterando a fertilidade do casal. Ao final desta fase teremos um diagnóstico, e baseado neste, inicia-se então o tratamento propriamente dito.

ESTA PESQUISA DEMORA?

Como a mulher tem ciclos menstruais, os exames são realizados em épocas pré-estabelecidas, que devem seguir a fisiologia. As vezes precisamos esperar um novo ciclo para repetir ou dar continuidade a um determinado exame. Habitualmente conseguimos terminar a fase de pesquisa em 2 ciclos menstruais.

COMO DEVEMOS PROCEDER?

O casal deve procurar ajuda, preferencialmente juntos. A avaliação da causa fica mais fácil quando o casal é visto como um só. Psicologicamente existem vantagens, quando o casal é visto em conjunto. O problema pode ser dividido, compartilhado e suportado mais facilmente.

Lembrem-se que o problema será sempre dos dois, mesmo que uma patologia seja encontrada em um dos parceiros, sempre afetará ambos.

O resultado final dependerá do tipo de alteração, mas a força conjunta ajudará a obter este resultado ou a suportar a dificuldade de consegui-lo.

COMO SÃO OS EXAMES?

Existem três áreas que devem ser analisadas, para se chegar a um diagnóstico. É importante que todas as avaliações sejam realizadas. Todas têm o mesmo peso para se chegar ao diagnóstico final.

-AVALIAÇÃO DE ESPERMATOZÓIDE:

A avaliação do espermatozóide é feita através do espermograma. O esperma é preferencialmente colhido no laboratório, pois o exame se inicia imediatamente após a coleta.

A segunda avaliação do espermatozóide é realizada através do teste pós coito ou teste de Huhner. Nele, vamos avaliar a capacidade do espermatozóide de penetrar e sobreviver no aparelho reprodutor feminino.

No período da ovulação, o casal mantém uma relação sexual na véspera do exame, à noite, e o exame é realizado no dia seguinte. Com isto veremos se o espermatozóide, além de penetrar, tem capacidade de sobreviver no muco do colo do útero.
Se algum problema é detectado, nestas duas avaliações, outros exames podem então ser indicados. (dosagens hormonais, avaliações de fluxo sanguíneo, etc...).

-AVALIAÇÃO DO ÓVULO:

O estudo da ovulação compreende uma série de exames que irão demonstrar, não só a ovulação, mas todos os fatores que induzem esta a ocorrer, bem como seus reflexos no organismo.

Uma avaliação dos hormônios é realizada em fase ainda menstrual, quando então teremos os valores de base. Este estudo hormonal é reavaliado na fase pós ovulação, quando veremos a produção hormonal do ovário.

Um estudo seriado da ovulação, pelo ultra-som, mostrará não só a velocidade de crescimento do folículo, como o seu rompimento, que é o dado físico de que a ovulação ocorreu.

Para a ovulação ocorrer, é necessário o aparecimento de um hormônio chamado LH. O LH aparece um dia antes da ocorrência da ruptura do folículo. Podemos detectar este hormônio na urina, através de um teste realizado pela própria paciente em casa.
O endométrio, é o tecido que recobre a cavidade uterina. Este se desenvolve sob influência dos hormônios produzidos pelo ovário. No endométrio é que se fixará o embrião, quando chegar ao útero.

É necessária uma boa condição de maturidade e crescimento para que o endométrio possa receber e permitir a nidação. Fazemos então um estudo deste endométrio, para saber se os hormônios estão fazendo adequadamente a sua preparação.
Conhecido como "biópsia do endométrio", é um exame que retiramos uma pequena porção, por intermédio de uma sonda plástica maleável. Algumas pacientes referem uma pressão ou cólica no momento do exame. Esta, dado pela passagem da sonda pelo colo do útero.

A temperatura basal é um método pelo qual temos uma informação indireta da ovulação. Baseia-se no fato de que a Progesterona, produzida pelo ovário após a ovulação, produz um aumento da temperatura. Teremos então uma temperatura de base antes da ovulação e uma temperatura mais elevada na segunda parte do ciclo. É uma forma de conhecermos o padrão do ciclo menstrual de uma paciente. Se obtivermos uma média de três ciclos de temperatura, poderemos extrapolar todos os exames realizados sem necessitar repetir toda a avaliação da ovulação.

-AVALIAÇÃO DE TRAJETO:

Após avaliarmos o espermatozóide e o óvulo, precisamos que os dois gametas se encontrem. Precisamos então analisar o trajeto realizado pelos dois.

O estudo do trajeto compreende quatro exames:

1. Ultra-Sonografia:

Mostrará a estrutura dos órgãos. O ultra-som tem a propriedade de nos mostrar a estrutura interna dos órgãos. É como se ao analisar uma parede pudéssemos ver a sua parte interna, isto é, ver os tijolos no seu interior.
O ultra-som poderá nos mostrar se existem miomas na parede do útero ou outras anomalias que possam intervir na forma do útero ou pressionar a cavidade causando distúrbios da sua dinâmica.

2. Histerosalpingografia:

É um exame de raio X, realizado com contraste, que nos mostrará as alterações da cavidade uterina, como pólipos, cicatrizes etc... O trajeto tubário é o dado mais importante mostrado por este exame. Este, hoje, é o único exame que pode nos mostrar o estado do interior da trompa bem como da passagem do contraste, comprovando seu trajeto.
Futuramente teremos um exame que poderemos avaliar o interior da trompa, através da visão direta por endoscopia.

3. Histeroscopia:

É o exame que avaliaremos diretamente a cavidade do útero, através de um endoscópio. Este, é uma sonda fina de 3 mm de diâmetro que acoplado a uma câmera de televisão, nos permite entrar pelo colo do útero e avaliar diretamente o interior do útero. Este exame habitualmente é realizado em consultório. Indolor, pode em alguns casos produzir uma leve pressão ou cólica, dado a entrada do gás que utilizamos para distender a cavidade uterina.

4. Laparoscopia:

Através deste exame avaliaremos diretamente a cavidade abdominal, e poderemos diagnosticar as alterações que podem dificultar o trabalho das trompas e dos ovários, sejam elas por aderências, endometriose etc..
Trata-se de uma pequena cirurgia, realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia. Através de uma pequena incisão no umbigo, se insere um tubo acoplado a uma câmera de televisão. Veremos então com nitidez, toda a cavidade abdominal, podendo então diagnosticar toda e qualquer alteração que possa interferir com a função de trompa e ovário.

Nem todos os exames são necessários, mas devem ser aplicados com critério em cada caso. O importante é que chegue a uma conclusão do ou dos fatores que interferem na fertilidade, e a partir daí , se faça um plano de tratamento.

Fonte: Clínica Dale
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2 comentários:

  1. Nossa Alê, amo esse blog porque ele é riquíssimo em informações pra gente! Parabéns!

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