Nem sempre é amor à primeira vista!

Meninas, li essa matéria na Revista Pais & Filhos e adorei, para mim é uma realidade para muitas mães. Leiam até o fim para entenderem o que essa mãe quer dizer.

bjs,

Alê

"Nem sempre é amor à primeira vista!

Para a blogueira Flávia Fiorillo, o sentimento de amor materno veio só dias após a filha nascer. Mas, quando veio, foi de uma vez



Eu olhava para aquele pacotinho dormindo ao meu lado. "Então é isso?”, pensava comigo mesma quando voltei para casa, saindo da maternidade. Eu nem imaginava que não, não era nada daquilo. O nascimento da minha filha foi, para colocar em termos leves, um desastre. Com isso aprendi que, mesmo que esteja tudo indo tranquilamente com o trabalho de parto, alguma coisa pode dar errado no último minuto. Minha filha já estava com a cabeça coroada quando se virou um tiquinho e ficou com o ombro preso. Três intermináveis horas depois ela só conseguiu sair com ajuda de fórceps.



Esse não é o assunto sobre o qual quero falar, só estou contando para que você entenda que, por muito tempo, usei o trauma do parto da minha filha como desculpa. Desculpa por não ter sentido o tão famoso “amor incondicional e absoluto”, que as mães sentem pelos filhos, pela minha própria filha. Para quem ainda não chegou lá, é aquele amor que faz com que você olhe para sua mãe e a entenda em uma profundidade impossível de descrever. E que faz com que você dê sua vida pela de seu filho sem pestanejar se for preciso.

Invejo – aquela inveja benéfica, sem um pingo de maldade – as mulheres que olham dentro dos meus olhos e me dizem, seguras da verdade absoluta: “Assim que peguei meu filho no colo, eu o amei”. Como queria ter passado por isso – e olha que tive duas chances! Com a primogênita, minha ficha só caiu umas duas semanas depois do parto. Até então, ela era minha filha, precisava da minha atenção, lógico que gostava dela, a achava linda de morrer, coisa e tal.

Talvez por causa da degeneração avançada da minha massa cinzenta por falta de sono, nem percebi quando fui atropelada pelo amor. Meus hormônios não me avisaram. Não aconteceu nada de especial, nada para anunciar em meio de fanfarra. Um dia, olhei dentro dos olhinhos dela; e, então, esse amor que era tão abstrato caiu em mim com o peso de um piano de cauda e massacrou meu coração. O coitado nunca mais seria o mesmo.

O processo é irreversível. A verdade verdadeira mesmo é que a tal ficha do amor incondicional e absoluto pode cair após o parto. Mas pode cair também depois de alguns dias. Ou meses depois. Também pode acontecer de não cair nunca. Não existe uma regra. E o assunto não acaba aí, com final feliz. Acontece que o tal amor é tão perfeito em si que a gente acha que não tem lugar para mais ninguém. Tem medo de ter outro filho.

Quando engravidei, fiquei muito ansiosa e com culpa antecipada pelo bebê, que, tinha certeza, não iria ser amado da mesma maneira. E como ele seria amado, então? Não tinha a menor ideia. Isso me atormentou por meses. O parto foi tranquilo, e levei esse segundo pacotinho para casa. Estava morrendo de culpa, o “amor” não tinha acontecido. De novo. Dessa vez tinha certeza de que não ia acontecer. Estava tão transtornada que novamente fui pega de surpresa: “ele” aconteceu de novo."
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3 comentários:

  1. Pra mim o processo demorou alguns dias tmb. Assim que fui pra sala de recuperação da cesárea, minha filha foi comigo e eu fiquei na minha maca e ela no bercinho aquecido. Eu olhava pra ela e não conseguia entender nada do que tinha acontecido. Depois percebi que tinha outra mãe comigo e com um bebê nos braços. Achei estranho e resolvi pegar Alice no meu colo. Foi quando a coloquei pela primeira vez em meu seio. Os dias no hospital forma no automático, não consegui sentir nada de mais, além de uma tensão enorme. Na verdade fiquei tomada pela tensão durante alguns dias, acho que uma semana, até começar a perceber o amor chegando. E chegou tmb sem aviso, sem que eu percebesse o momento. Quando me dei conta já estava amando incondicionalmente a minha filha. Para aquelas que sentiram algo parecido, não se culpem, o amor é natualmente construído. Beijosss

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  2. oi Alê,fiquei impressionada nunca ouvi isso antes,bjosss

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  3. Oi Tathy, que bom q vc contribui com a tua experiência, realmente eu acho q essa situação bem comum, mas as mães não externam isso e acabam se culpando.

    No meu caso, não me senti assim, vibrei e chorei muito com o nascimento da minha filha, mas mesmo assim achava que não tinha todo aquele amor que achava que deveria ter e quando me dei conta, nossa eu amava tanto minha bonequinha, que não cabia em mim.

    Oi Thais, pois é amiga, achei que muitas meninas iam se impressionar ou até não concordar, mas é uma realidade para muitas mães.

    Bjs pra vcsss,
    Alê

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