Entendendo a Endometriose!

Estava eu nas minhas pesquisas e me dei conta que faltava um artigo que explicasse um pouco melhor a endometriose, de uma forma mais leiga, mais simples, não tão técnica, então resolvi escrever um pouco sobre isso aqui no blog, até porque eu também tive.

Para entender o que é a endometriose, é preciso entender o que é o endométrio e a menstruação, o endométrio é um tecido que cobre a parte interna do útero, ele cresce e se desenvolve durante o ciclo menstrual, e, caso não ocorra gravidez, ele se descama, ou seja, a menstruação desce. Então, a menstruação é o endométrio que se solta do útero, e depois volta a crescer para um novo ciclo. A endometriose acontece, quando esse tecido (o endométrio) extravasa para o abdomên, crescendo de forma irregular em outros locais, como ovários, trompas, intestino, peritôneo, saco de douglas, diafragma e no próprio útero, formando lesões (feridas, cistos, nódulos). A endometriose é classificada em leve, moderada ou severa, dependendo da abrangência das lesões. 

Estatisticamente, de acordo a Sociedade Americana de Fertilidade, cerca de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva sofrem desta enfermidade e aproximadamente 70% delas precisam de tratamento para conseguir engravidar.

Os sintomas mais comuns são sangramentos fora do período menstrual, cólicas fortes, dores e/ou sangramentos na relação sexual, dor e/ou sangramentos ao urinar, dores pélvicas, sangramento nas fezes. Quem tem endometriose pode apresentar um ou mais sintomas, mas também pode não ter sintoma algum, como no meu caso, pois muitas mulheres são assintomáticas e acabam só descobrindo a endometriose, quando investigam problemas de infertilidade ou fazem algum procedimento cirúrgico abdominal.

As causas da endometriose ainda são estudas, são várias teorias, sendo muito difícil definir porque a mulher desenvolveu a doença. Entre as possíveis causas estão a maior exposição a hormônios, principalmente a estrogênio, que a mulher tem hoje em dia, causas genéticas, hereditárias, estresse, problemas imunológicos, disfunções hormonais, …

Mas por que a endometriose pode causar infertilidade ou atrapalhar uma gravidez? Porque ela pode obstruir as trompas, comprometer os ovários, dificultar a implantação de um óvulo fecundado no útero, matar os espermatozóides (já que é um processo infeccioso e pode alterar o PH interno da mulher), causar alterações hormonais e imunológicas, aumentar as chances de aborto ...

Para diagnosticar a endometriose podem ser os usados exames:


- CA125: um exame de sangue, mas que serve mais como indício, pois os resultados são controversos, há mulheres que não há alteração e apresentam endometriose e vice-versa, pelo que pesquisei. É indicado que a dosagem seja feita em 2 coletas no mesmo ciclo, a 1a entre o 1o e 3o dia do ciclo menstrual e a 2a no 10o dia do ciclo.

- Ultrassom: o exame de ultrassom não é muito conclusivo, pois em casos de endometriose leve ou moderada, e dependendo do local, não há visualização neste tipo de exame.

- Ressonância Magnética: um outro tipo de exame de imagem, que também não dá certeza, pois em casos leves e moderados, pode não ser visível, mas tb é um exame que pode ser solicitado pelo médico.

- Histeroscopia diagnóstica: exame ambulatorial ou cirúrgico, só irá detectar endometriose interna ao útero, trompas e, talvez ovários.

- Biópsia: um novo método de diagnóstico, o médico coleta fragmentos do endométrio, via exame ginecológico.

- Videolaparoscopia: exame cirúrgico, o único exame, das pesquisas que fiz, que identifica com certeza a endometriose em qualquer grau e localização, pois é possível visualizar toda a cavidade abdominal e respectivos órgãos.

- Ultrassom Transvaginal com Preparo Intestinal: um exame que vem se destacando na busca pelo diagnóstico, conseguindo visualizar focos e localização a localização, sendo indicado também no pré-operatório para o tratamento.


Os tratamentos para endometriose:

- Medicações hormonais: são indicados medicações para cessar a menstruação e assim evitar a piora do quadro.

- Cirúrgico: por meio cirúrgico, geralmente, videolaparoscopia, os focos são cauterizados. É o tratamento mais eficaz, pelo que pesquisei.
O médico pode indicar o tratamento cirúrgico mais medicações hormonais, para após cauterização dos focos, evitar o surgimento de novas lesões.
Nos casos de tratamentos de reprodução, é indicado o tratamento cirúrgico e logo após inicia-se os protocolos de tratamentos, assim deixando o útero e outros locais, tratados para ter mais chances de sucesso.
Engravidar também é um bom tratamento para a endometriose, já que com a falta de menstruação, a doença pára de evoluir.

Após o término do tratamento é importante uma avaliação médica a cada 6 meses, que é o período médio em que a endo pode voltar a aparecer, quando se continua menstruando, ou seja, após 6 meses menstruando há mais chances de a endometriose voltar a aparecer. Porque isso acontece ainda é tão controverso, a meu ver, como a definição das causas, mas o que fica é que tendo tido, há tendência a ter novamente se a mulher continuar menstruando. Quanto a cura para a endometriose, também há discussões, a grande maioria das fontes que pesquisei, indica que não há cura definitiva, já que ela tende a reaparecer.

Recentemente uma nova medicação, tem-se mostrado mais eficiente no tratamento da endometriose, o Allure, pois ele não tem efeitos colaterais tão críticos como diminuição de massa óssea e sintomas de menopausa, o que geralmente acontece com outras medicação, e tem mostrado mais resultados na redução das lesões.

Bom,  espero que esse post tenha ajudado a esclarecer um pouco mais sobre essa doenças, lembrando que é apenas um post informativo e não exclui a avaliação e a orientação do médico.

Leia também: Novidades no Tratamento e Diagnóstico da Endometriose.

Alê
Blog Da Fertilidade à Maternidade


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* As informações disponíveis são meramente informativas, os comentários respostas são informações leigas e não substituem a Consulta Médica!
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2 comentários:

  1. Obrigada pelo artigo! Acabei de descobrir que eu tenho endometriose pelo ultrassom - não sei se tinha antes - mas fiquei bem confusa porque como eu não tenho sintomas a médica me perguntou se eu queria tratar ou não. Lá vou eu pro google com uma resposta tão vaga dessas... =/

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    1. Oi Shell, que bom que o artigo pode te ajudar um pouco. Eu tive endo, não sei se vc já tem ou pretende ter filhos, mas igual, eu buscaria tratar, pois a tendência é sempre piorar e pode trazer problemas futuros.
      Vai dar tudo certo ;)
      Abraço,
      Alê

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