Câncer e Fertilidade

Existe uma grande possibilidade de superar o câncer quando a doença é detectada precocemente (80% em casos de câncer de mama segundo estimativas do INCA - Instituto Nacional de Câncer), nestes casos, o diagnóstico de câncer, não deve impedir os planos de futuro e inclusive é bom ter esta perspectiva para encarar o tratamento com mais forças. Por isto a conscientização sobre o impacto da quimioterapia na fertilidade é um tema importante que deve ser levado em consideração.

Segundo relatório de estimativas do INCA (2012) o câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente nas mulheres. É também o tipo de câncer mais comum entre as pessoas que preservam sua fertilidade nas clínicas de reprodução humana do IVI (67% dos casos). O risco estimado de câncer de mama é de 52 casos a cada 100 mil mulheres, e pode variar dependendo da região, sendo mais frequente nas mulheres das regiões Sudeste (69/100 mil) e Sul (65/100 mil).

No caso dos homens, o câncer de próstata é o segundo mais comum com um risco estimado de 62 casos a cada 100 mil (depois de tumores da pele não melanoma), porém fica em primeiro lugar nas regiões Sudeste (78/100 mil) e Nordeste (43/100 mil).

O câncer e a fertilidade

Com o aumento da possibilidade de superar o câncer, um problema colateral é o fato do seu tratamento por quimioterapia e radioterapia afetar gravemente a fertilidade, que eventualmente pode ser recuperada ao longo de vários anos, por exemplo, se o câncer foi durante a infância. - Recentemente a revista The Lancet Oncology revelou em um estudo realizado com crianças sobreviventes de câncer em idade adulta, em que dois terços delas recuperaram a fertilidade. - “Algo mais complicado quando o tratamento é realizado na idade adulta, principalmente quando afeta mulheres próximas ao processo de diminuição natural da fertilidade, ou seja, a partir dos 35 anos” – adverte Dra. Genevieve especialista em reprodução humana e diretora da Clínica IVI Salvador.

O Programa Preserva, é uma iniciativa de apoio às pessoas com câncer das clínicas de fertilidade do IVI, que tem como objetivo aumentar a conscientização dos pacientes sobre a possível consequência do tratamento de câncer na fertilidade e oferecer o acesso à preservação da mesma. “A preservação da fertilidade deve ser pensada sempre com orientação e apoio do oncologista, que avalia as possibilidades e tempo disponível antes de iniciar o tratamento” – explica Dra. Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora da Clínica IVI São Paulo. Com o Programa Preserva, os pacientes obtêm a preservação de sua fertilidade através condições acessíveis para o tratamento e compra da medicação.

“Dar o passo e depositar seus gametas em uma clínica de fertilidade para uma pessoa jovem que nunca ficou doente e de repente recebe a dura notícia da detecção de um câncer, ajuda a ver a doença como algo transitório com um final feliz” – afirma a psicóloga Pilar Dolz, que acompanha o projeto do Grupo IVI na Espanha desde seu inicio em 2007, e apresentou este ano o primeiro nascimento de preservação de fertilidade depois da superação de um câncer hematológico. 

Preservar a fertilidade

Preservar a fertilidade para os homens consiste em congelar sêmen, algo que pode ser feito rapidamente sem afetar o tratamento do câncer. No caso das mulheres existem várias alternativas e caberá ao oncologista sugerir a melhor em cada caso. São elas: Vitrificação de óvulos, criopreservação do córtex ovariano e transposição de ovários.  A mais utilizada é a Vitrificação de óvulos (72% dos casos). 

A Vitrificação de óvulos permite que os óvulos maduros conseguidos após a estimulação ovariana sejam criopreservados para utilização posterior quando a paciente tiver a alta do oncologista com o mesmo prognóstico que se tinha no momento de serem vitrificados. Devido à ausência de formação de cristais de gelo, as taxas de sobrevivência dos óvulos são elevadas, permitindo atrasar a maternidade com garantias razoáveis.

A criopreservação do córtex ovariano é outra técnica de preservação da fertilidade que têm conseguido diversos nascimentos a nível mundial. Esta técnica permitiria restabelecer a função ovariana, com o que, inclusive, a possibilidade de conseguir gestações espontâneas, além disso, ao ter níveis hormonais normais, se evita efeitos secundários próprios de uma menopausa precoce (osteoporose, calores, risco cardiovascular).

A transposição de ovários é uma técnica de preservação da fertilidade que consiste em afastar os ovários do campo de irradiação para evitar a exposição direta dos mesmos à radioterapia, e evitar assim o dano considerável que esta pode provocar nas gônadas quando se encontram no campo de radiação.


Sobre o IVI

Com sede em Valência, na Espanha, o Instituto iniciou suas atividades em 1990. Possui 23 clínicas, em 7 países e é líder europeu em medicina reprodutiva. O grupo conta com uma divisão genética (IVIOMICS), uma Fundação, um programa de Docência e Carreira Universitária.

Desde 2010 está no Brasil, em Salvador e desde 2012, o instituto chega a São Paulo. Em ambas as ocasiões, através de parcerias com especialistas já consagradas no país (respectivamente Dra. Genevieve Coelho e Dra. Silvana Chedid).
IVI: Salvador (71) 3014-9999; São Paulo (11) 3266 7733
Twitter: @BrasilIVI

Material enviado para publicação no Blog Da Fertilidade à Maternidade em Nov/2013

Blog Da Fertilidade à Maternidade

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