Amamentação: Entre o peito e a mamadeira, sim é possível!

Neste relato divido com vocês a minha experiência com a amamentação, talvez ajude outra mãe em situação parecida!

 Minha primeira gravidez foi muito desejada, foram mais de 2 anos tentando engravidar, tentei curtir cada minuto. Como toda a mãe, principalmente de 1a viagem, fiz muitos planos, li muitos sobre todos os assuntos de maternidade, principalmente parto e amamentação. Depois de tudo isso, tinha certeza que queria ter parto normal e amamentar exclusivamente até os 6 meses da minha filha, enfim, ser a mãe perfeita, ter a experiência perfeita. 

Minha filha nasceu de parto normal, o pediatra em seguida me alcançou ela e foi a primeira mamada da minha princesinha. Infelizmente, houveram algumas complicações no pós-parto, por isso, passei uma semana internada e tinha que ficar deitada sem levantar a cabeça, tive cefaléia das anestesias, devido aos procedimentos. Não queiram saber o que é amamentar, sem poder se mexer e com dor, muita dor. 
Os primeiros três meses de amamentação, não são fáceis, é dolorido, é complicado acertar a pega, você sempre acha que não tem quantidade suficiente de leite, o leite é fraco, o bebê tá emagrecendo… essas e tantas outras ‘nóias’ de mãe. Imagina tudo isso deitada, sem poder se mexer e todos a sua volta querendo que você dê mamadeira para sua filha e pronto.

Gente, tudo que eu queria era amamentar exclusivamente minha filha até os 6 meses, mas ver ela chorando mesmo depois de mamar, eu naquela situação, não tinha como, fui obrigada a me render ao complemento, leite artificial, mas insistia que dessem no copinho, pois senão ela não ia mais querer o meu peito, mais um daqueles ‘medos’ que toda a mãe tem. Quando eu vi meu marido e minha cunhada dando mamadeira para ela, e com bico ortodôntico, nem eram aquelas que imitam o bico do peito, quase tive um ataque, chorava, xingava, mas aí vi como ela ficou bem, ao contrário do copinho, que ela passava trabalho. Foi aí que resolvi apenas pensar no bem dela, e, para minha surpresa, ela continuou pegando o meu peito da mesma forma, e foi assim, mamando leite materno e artificial até os 2 anos e 4 meses, quando resolvi desmamar.

Acho que só em uma situação assim, que a gente se dá conta, que tudo que falam que tem que ser assim, não é bem assim. Que, mais do que ouvir ‘regras’ ou o que especialistas dizem que é o certo, a gente tem que ouvir o nosso coração de mãe, seguir nossos instintos.

Ainda sobre a minha experiência de amamentação, o que me ajudou muito foram as conchas de amamentação, e um óleo que eles dão na maternidade para passar no bico dos seios, o Dersane. Meu bico esquerdo ficou bem machucado no 2o dia, mas com o óleo e a concha, no outro dia já tive uma melhora muito boa. Outra coisa fundamental, tome muita água, coisa que para mim não é muito fácil, mas se poder já vá criando esse hábito desde antes de engravidar. Quanto mais líquido a gente toma melhor para a produção de leite.

Nos três meses foi uma grande adaptação, pois o bebê não tem horário definido para mamar, os intervalos são irregulares, as mamadas demoram, você nem sempre consegue ir ao banheiro sem o bebê. Como eu costumo brincar, o bebê vira um terceiro braço, sempre grudadinho, hehehe. Mas depois desse período foi muito bom, era um momento só meu e da minha filha, acho que isso foi o que mais pesou para mim na hora de desmamar.
Quando voltei a trabalhar, minha filha tinha 4 meses, achei que ela não ia mais querer o peito ou meu leite ia secar, já que passei a amamentar poucas vezes por dia. Que nada, mesmo não tirando leite durante o dia, continuei tendo leite, claro que nunca tive uma produção maravilhosa, mas mesmo assim foram mais 2 anos de amamentação, isso porque eu decidi desmamar, senão acho que a minha filha estaria até hoje mamando, hehehe.

Quando alguma mãe me diz que se sente culpada, porque não amamentou, eu sempre digo que não há motivo para culpas, a mãe faz laços especiais com o seu filho, e não é porque não se amamentou que isso não acontece. A gente tenta ser a melhor mãe que pode ser e isso sim é ser uma mãe perfeita, ser uma mãe possível!

Alê Nunes
Blog Da Fertilidade à Maternidade

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* As informações disponíveis são meramente informativas, os comentários respostas são informações leigas e não substituem a Consulta Médica!
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4 comentários:

  1. Respostas
    1. Oi, acabou sendo mais simples do que eu imaginava, desmamei minha filha com 2 anos e meio. Comecei a falar com ela, explicando que como ela já estava grandinha não precisa mais do 'mama' da mamãe, e um dia eu disse pra ela que estava com dodói, que ia dar a mamadeira para curar o dodói, fiz isso por uns dias e ela foi parando de pedir o peito. Acho que até pela idade que ela já tinha, cabou sendo mais complicado para mim emocionalmente do que para ela.

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  2. Parabéns pela amamentação prolongada! Minha bebê tem 10 meses e também quero amamentar por mais de 2 anos, estou pensando em introduzir a mamadeira, mas também tenho muito medo dela rejeitar o peito.

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    1. Oi Cristiane, obrigada, tomara que dê tudo certo para vc conseguir tb. Se vc precisa fazer a introdução da mamadeira, procura escolher um bico mais anatômico e com um furo pequeno, para que o bebê faça o mesmo esforço que tem que fazer quando mama. :)

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