Vídeolaparoscopia e Videohisteroscopia: exame, diagnóstico, tratamento

Voltando aos poucos das férias, pois ainda tenho mais uns dias :).

Então vamos começar esclarecendo um pouco sobre videolaparoscopia e videohisteroscopia, procedimentos bem importantes para avaliação do útero, trompas, ovários e região interna do abdomên. Esta matéria abaixo explica bem sobre esses procedimentos, logo depois conto um pouquinho sobre a minha experiência com eles.

"A completa avaliação das estruturas pélvicas feminina pode fornecer importantes informações no que diz respeito à infertilidade e as afecções ginecológicas. 

Freqüentemente estas alterações podem não ser detectados pelo exame físico, raio X ou ultra-sonografia, fazendo com que seu médico possa recomendar uma videolaparoscopia diagnóstica para se olhar no interior do abdômen, ou uma videohisteroscopia diagnóstica para se avaliar o interior do útero.

Se alguma condição anormal for detectada durante o exame, pode-se intervir corrigindo as alterações encontradas, evitando-se assim uma cirurgia posterior. Neste caso o exame passa a ser uma videolaparoscopia/histeroscopia cirúrgica.



VIDEOLAPAROSCOPIA DIAGNÓSTICA

A Videolaparoscopia pode levar ao diagnóstico de várias alterações ginecológicas, incluindo: endometriose, miomas, cistos de ovário, gestação tubária e aderências.
Geralmente, o procedimento é realizado após uma investigação clínica básica.

A maioria dos pacientes inférteis requer uma laparoscopia diagnóstica para uma completa avaliação do trajeto útero tubário, da cavidade uterina , da cavidade abdominal, da relação da trompa com ovário e outras alterações que possam causar distúrbio na fertilidade.

A preparação para uma laparoscopia/ histeroscopia incluem uma avaliação médica completa e um exame físico. 
Esta avaliação consta, além do exame médico ginecológico, uma avaliação pré anestésica feita com um anestesista. 

O procedimento é habitualmente realizado em regime de internação de meio dia e sob anestesia geral. Depois, uma pequena incisão é feita no interior da cicatriz umbilical (umbigo). Uma agulha é então colocada, e através dela será feita uma insuflação do abdômen com gás carbônico, ou seja, enche-se a barriga de gás. O gás empurra as alças intestinais para cima, longe dos órgãos genitais, permitindo a inserção de uma ótica acoplada à uma micro-câmera de televisão. Através desta câmera tem-se uma visão clara e aumentada em 20 vezes da pelve, podendo avaliar com precisão e segurança o útero, ovários, trompas.

Uma outra pequena incisão (3 mm) é feita na região acima do osso púbico, linha do biquini, pela qual se passará um instrumento que ajudará a mexer nos órgãos, conseguindo-se ver todas as faces de um mesmo órgão.

Nos casos de esterilidade, um aparelho colocado pela via vaginal, injetará dentro do útero uma solução colorida (azul de metileno), que mostrará por transparência o trajeto tubário, e a sua permeabilidade. 

VIDEOHISTEROSCOPIA DIAGNÓSTICA

Este exame é realizado por via vaginal, sem incisões ou cicatrizes. 
Principalmente nos casos de alteração da fertilidade, faz-se em conjunto com a laparoscopia diagnóstica, uma videohisteroscopia.

Coloca-se através do colo do útero uma ótica à 3 mm de diâmetro acoplada à uma câmera de televisão, a qual servirá para visualização do trajeto do colo do útero, da cavidade uterina e dos orifícios tubários.

Através deste exame são detectadas as alterações da cavidade do útero que podem afetar a anatomia interna uterina (miomas, pólipos, sinéquias, endometriose, etc.). Muito útil em ginecologia, para esclarecimento de sangramentos uterinos, localização de lesões, DIUs perdidos etc..

VIDEO-LAPAROSCOPIA E HISTEROSCOPIA CIRÚRGICAS

Durante a Videolaparoscopia inúmeras desordens podem ser tratadas ao mesmo tempo que o diagnóstico é feito. Hoje em dia, 90 % das cirurgias ginecológicas são passíveis de serem realizadas por laparoscopia. Exemplos mais comuns: cistos de ovário, gravidez tubária, mioma, endometriose, aderências e até a retirada do útero em alguns casos selecionados.  Sem a necessidade de abertura do abdômen, e obviamente sem o pós operatório de uma cirurgia convencional.

A Videohisteroscopia cirúrgica pode também tratar uma infinidade de problemas intrauterinos que antes só poderiam ser acessíveis com a abertura da cavidade e do útero.  Pólipos, miomas, sinéquias (colamentos da parede do útero), malformações uterinas, são facilmente tratados por Videohisteroscopia, via vaginal, sem incisões.

RISCOS DO EXAME

Os riscos do exame são mínimos. Certas condições podem aumentar a possibilidade de complicações. Algumas situações como, grandes cirurgias anteriores, processos infecciosos abdominais, obesidade, e certos tumores, são fatores que podem aumentar a chance de risco.

Complicações entre mulheres com boa saúde se submetendo a uma videocirurgia são raras, e situam-se em 3 por 1000 (três por mil pacientes).

Outras complicações podem acontecer, devido a lesões causadas pelos instrumentos aos órgãos abdominais. Todas estas complicações podem ser resolvidas na maioria das vezes pela própria endoscopia ou necessitar uma abertura da cavidade abdominal.

Os riscos de anestesia são observados na visita pré anestésica, onde serão avaliados e informados às pacientes, pelo médico anestesiologista.

CONCLUSÕES

Resumidamente poderíamos dizer que a videocirurgia revolucionou a técnica cirúrgica, ficando hoje a cirurgia convencional (abdômen aberto) apenas para algumas poucas indicações.

A vantagem de não precisar abrir o abdômen para tratamento diagnóstico e cirúrgico não é única, na videocirurgia. Este fato leva a um pós operatório simplificado, visto que só necessita eliminar as substâncias anestésicas para que o paciente tenha alta, o que acontece em 3 a 4 horas.

O fato de não necessitar abrir o abdômen e a curta permanência no hospital, praticamente eliminam a possibilidade de infecção hospitalar.

O retorno da paciente as atividades normais de vida e trabalho, é imediata podendo na maioria dos casos ser iniciada já no dia seguinte ao procedimento. Aliado a tudo isto, o custo hospitalar é também muito menor.

Fonte: Clínica Dale"

Minha experiência com a videolaparoscopia/histeroscopia

É um exame e um tratamento, quando for encontrado algum problema, como endometriose, pólipos, miomas, ... Com ele, o médico consegue através de uma câmera, olhar o útero, ovários e trompas, como se fosse a olho nú, e assim verificar algumas doenças e problemas que não são detectados por outros exames, como a endometriose.

A videolaparoscopia é relativamente simples, vc é anestesiada, então nem vê nada, só acorda na sala de recuperação.

O médico faz 2 ou 3 cortes bem pequenos, acho que uns 3 cm, 2 na linha do biquini e um no umbigo, os meus nem dá mais pra ver, sumiram completamente. o 2o corte na linha do biquini só é feito, pelo que me disse a minha médica, quando é preciso fazer algum procedimento, como uma cauterização. Depois dos cortes, o médico coloca gás para inflar o abdomên e poder observar com a microcâmera todos os órgãos. Se houver algum foco de endometriose, uma aderência, pólipo, mioma ou aderência o médico já resolve na hora.

A recuperação, principalmente quando tem cauterização é mais chatinha, a gente fica com a barriga bem inchada pelo gás e aí fica um pouco incômodo. Mas em uns 3 a 5 dias já se está super bem de novo.

Eu já fiz 2 vezes a videolaparoscopia com histeroscopia diagnóstica. Na 1a foi para investigar, pois estava tentando a 2 anos engravidar e nada era diagnosticado, foram cauterizados focos de endometriose no meu útero, engravidei 7 meses depois. Na 2a vez, estava com alguns sintomas, como cólicas, que levantaram suspeitas sobre a volta da endometriose, mas ao fazer o procedimento não haviam focos e nem outro problema diagnosticado, acabou sendo só para confirmar que estava tudo bem e a endo não havia voltado.


Alê Nunes
Blog Da Fertilidade à Maternidade

P.S.: Gostou do post, então compartilha :), mas se for copiar cite a fonte, com link e a autora. É mais justo com quem pesquisa e escreve sobre o assunto para tentar ajudar. Obrigada, Alê

* As informações disponíveis são meramente informativas, os comentários respostas são informações leigas e não substituem a Consulta Médica!
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2 comentários:

  1. Ola meu nomer er thais fiz uma ultrason e de endometrio 19.3mm e eu estou com um sagramento vivo sera que estou gravida por favor tirar as minhas duvidas

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    1. Oi, pela espessura do endométrio não tem como avaliar, o melhor é vc fazer um exame beta HCG quantitativo.

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