Conte sua História: "Medicina chinesa e minha odisseia para ser mãe"

A busca de uma mãe, que passou por várias tentativas, 2 gestações ectópicas, aborto espontâneo, fertilização in vitro e, quando estava quase desistindo, encontrou na terapia alternativa uma esperança!

Hoje, em mais um "Conte sua História", tenho a honra de publicar a luta de uma amiga querida, a Claudia, mãe da Manoela e da Juju, que compartilha conosco sua luta para ser mãe, de uma forma que não consegui parar de ler. Não perde, vem conferir! Alê Nunes
Terapias alternativas na busca da fertilidade
"Eu já ouvi muitas histórias sobre a odisseia da maternidade. Cada vez que ouço alguém dizer que está planejando engravidar em x meses eu não consigo evitar uma vozinha dentro da minha cabeça dizendo: tomara que pra você funcione! Porque pra mim... foi a maior comprovação que não controlamos nada. Que nem sempre depende da nossa vontade somente.

Parece ser assim para algumas de nós. Você conhece o cara certo, as coisas seguem seu rumo e, de repente, bate aquela vontade imensa de ser mãe. Passam alguns meses, e nada. Você vai ao médico, exame aqui, ali, controle de ansiedade, psicólogo... e nada. Viram você do avesso, invadem, mexem... e nada. A angústia e a sensação de impotência, inadequação, a sensação de culpa e a frustração de não conseguir algo que até gato de rua consegue? Era assim que eu me sentia.

Até que veio o primeiro exame positivo e uma sensação de alegria e vitória que duraram exatamente 2 semanas. Depois o sangramento, o medo e a visita fatídica à clínica de ultrassom. Gravidez ectópica, na trompa. Tonta e arrasada você vai para o hospital às pressas, para uma cirurgia. Durante a videolaparoscopia, a médica leva algum tempo decidindo se tira ou não a trompa. Como ela estava íntegra, não havia rompido, resolve deixar ali. Bendita decisão...

O tempo passa, você volta a ter esperanças e resolve que vai tentar de tudo para realizar seu maior sonho. Meses de tratamento, hormônios, ansiedade multiplicada e você faz uma fertilização in vitro. Testemunha emocionada o embriãozinho se multiplicando, ali, na sua frente, através de um microscópio. Você passa a ter certeza que algo maior existe, pois o milagre da vida é inegável. Implante, exame positivo e alegria infinita. O primeiro ultrassom mostra 2 embriões e você ali, meio boba, meio embriagada de alegria.

8 semanas depois, você vai à clínica para o ultrassom, e o inimaginável acontece. Não tem bebê nenhum. Nem um, nem dois. Você virou estatística, aqueles casos raros de embriões implantados que migram para a trompa. Segunda gravidez ectópica em 2 anos. Nova videolaparoscopia e você perde a trompa. Agora só tem uma. 

Nada que eu escreva aqui vai conseguir transmitir meu desespero, minha descrença, minha revolta, raiva, frustração naquele dia. O chão sumiu dos meus pés e cheguei a pensar em terminar com tudo. Nunca mais tentar. Desistir. Chorei 3 meses, dia e noite. Depressão era pouco. Nada me alegrava, nem eu me reconhecia. Dirigia para o trabalho chorando, saía de lá chorando.  Briguei com Deus. Comecei uma terapia.

Depois de algumas sessões a psicóloga me pergunta porque eu queria ser mãe. Pergunta interessante. Eu não sabia muito bem o que responder. Pensei um pouco e disse: "porque eu acredito que nenhuma outra vivência, aqui nessa vida, seja tão rica, intensa, importante ou mais completa." "Nada que eu faça, viva ou sinta vai se equiparar a gestar, parir e criar uma pessoinha."

Veja bem, eu disse a ela, eu não penso em momentos idílicos, em propaganda de margarina. Eu quero o pacote completo. Quero noites em claro, quero a fralda cagada, quero o abraço apertado e a correria dos dias. Eu quero tudo que a maternidade traz. Eu quero ser mãe, todos os dias e todas as noites.

Naquele dia ela me olhou bastante tempo sem dizer nada. Depois de um tempo, disse: "Tu realmente quer ser mãe." Como se precisasse me dizer...

Pouco tempo depois o marido me levou para viajar pois, me conhecendo bem, sabia que eu nunca, jamais, recuso uma viagem... me fez bem.

Voltei mais leve, ainda que continuasse triste. Naquele verão, uma tia querida me deu um folheto, que mostrava uma clínica de acupuntura e fitoterapia, aqui em porto Alegre. Entre outras coisas, dizia tratar de infertilidade. Resolvi marcar hora e conferir.

Na primeira consulta, uma médica de origem chinesa me examina de um jeito diferente: mostra a língua, mostra os pulsos, o que tu come, me conta como são teus sonhos, coloca a mão na minha barriga e no meu pescoço... Quer saber minha dieta, quantas vezes vou ao banheiro. Achando graça daquilo tudo vou respondendo, enquanto conto das minhas desventuras.

Quando termina, ela olha pra mim e diz: "Tu não vais engravidar assim. Tens um frio aí embaixo".

Tenho? E o que eu faço?

Ela então me recomendou uma medicação fitoterápica, que eu tinha que mandar vir de São Paulo. Pediu que eu tomasse por 6 meses sem interrupção e voltasse lá. Fiz tudo certinho e, seis meses depois voltei. Ela repetiu todo o exame e decretou: Deu certo, pode começar a tentar novamente. 

Isso foi em julho de 2005. Em setembro viajamos para Bonito, no Mato Grosso do Sul. Voltei grávida. Manoela nasceu em 18 de Maio, fruto de uma gestação normal, tranquila e saudável. Nasceu prematura, de 34 semanas, por conta de uma bolsa rota. Mas nasceu saudável e é uma menina linda, querida e muito abençoada.
Manoela com 8 meses
Dois anos depois começamos a tentar novamente, Manoela pedia muito uma irmã e nós sempre planejamos 2 filhos. Depois de tentar um ano, voltei a visitar a Dra. Jeanne, repetimos o tratamento e alguns meses depois, veio o resultado positivo. Dessa vez, um outro componente bem peculiar até. Em uma viagem à França colocamos à prova uma lenda urbana muito famosa em paris. Dizem que as mulheres que querem engravidar devem visitar o túmulo do Sr. Victor Noir, no cemitério Père Lachaise. Adivinhem se eu não fui? 

Juliana nasceu alguns meses depois e eu acredito com todas as minhas forças que o tratamento feito foi fundamental (quem sabe o Victor Noir também? :-)). Passei a admirar a medicina chinesa grandemente. Comprovei que existem mais coisas entre o céu e a terra do que a gente imagina existir. Também comprovei que a persistência no sonho e a mente aberta para tratamentos alternativos podem levar a resultados muito felizes. Eu acredito naquela máxima que diz que quando a gente quer muito algo, e merece, o universo conspira a nosso favor. Mas a gente precisa sobreviver às provas do caminho e persistir. A gente precisa ler os sinais e fazer a nossa parte. Precisa acreditar e não ter medo de sofrer. 
Juju com 1,2 anos
Serei eternamente grata à Dra. Jeanne Chao e à minha obstetra, Dra. Angela Rodrigues, que me ajudaram nos momentos mais difíceis da minha vida. Que minha história possa inspirar e dar esperança àquelas mulheres que estão passando por situação semelhante. 

Sejam fortes e persistam!

Obrigada Alessandra, pela oportunidade de contar essa história de dor e de esperança.

Para saber mais sobre a lenda urbana de Paris, veja aqui: http://www.mezzomondo.com.br/cemetiere-pere-lachaise-paris-2/

Beijo grande,
Claudia Bins
Gerente de Projetos e Editora de Conteúdo do site As Passeadeiras e Blog Mezzo Mondo
Casada com Alexandre e mãe da Manoela (9 anos) e da Juliana (5 anos)."

Blog Da Fertilidade à Maternidade

P.S.: Gostou do post, então compartilha :), mas se for copiar cite a fonte, com link e a autora. É mais justo com quem pesquisa e escreve sobre o assunto para tentar ajudar. Obrigada, Alê

* As informações disponíveis são meramente informativas, os comentários respostas são informações leigas e não substituem a Consulta Médica!
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15 comentários:

  1. Que linda sua história ,fiquei arrepiada pois parece mt com minha história de vida ,tive uma grávides ectópica a 14 anos atraz perdi a trompa direita e hoje tenho 44 anos e acho que estou na menopausa a minha esperança está cada dia mas distante,mas ouvir sua história me fez bem ,queria mt fazer esse tratamento,mais mt feliz por vc ter contado sua história

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  2. Que máximo!!!!! Amei sua história. Não conhecia essa lenda!!! Parabéns! Muitos beijos

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  3. Que lindo relato! Me emocionei!Parabéns! Bjokas

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  4. Nossa que historia linda!
    E tão bom ler essas historias de superação!
    Parabéns!

    Beijos
    Gleysa
    http://demamaeursa.blogspot.com.br/

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  5. Sensacional...sabe que eu tenho uma amiga que conseguiu engravidar com a ajuda da acumpuntura!!Eu acredito muito nessa energia!!

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  6. Obrigada Pessoal, obrigada Ale pela oportunidade de contar minha luta. Que possa inspirar e dar esperanças às mamães que sonham em ter seus bebês também. Beijos

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  7. Adorei o relato, quando queremos não poupamos esforços, cuidados, crenças ... Parabéns

    Bjs Mi Gobbato - Espaço das Mamães

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  8. Que lindo!! Fazer diferente pra chegar a resultados diferentes! Mente aberta!!

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  9. Que história mais bonita e emocionante. E é isso, né, quando a gente quer tem lutar até conseguir. Demais!

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  10. Que história linda,que emoção!
    Blog maternidade sem frescura

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  11. Lindo relato, caiu um cisco no meu olho aqui :)

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  12. Adorei! Que bom que deu tudo certo! 💋@caroleassinhazinhas

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  13. Que lindo! Quando queremos tudo é possível né.

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  14. Vale tudo realmente para se realizar a vontade da maternidade! Parabéns!!! Adorei o relato!

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  15. Bom dia Cláudia, foi em pesquisa pelo."tio Google" (com certeza sabe bem como é) Kiki, mas foi através dele que encontrei seu blog e neste exato momento estou na clinica chão amei a dra Jeanne as gurias da recepção e principalmente a segurança que me foi passada pela doutora, espero poder voltar aqui com a mesma notícia que a sua em breve..Grand abraço e obrigado pela "indicação" obs: minha história é 90% para ida com a sua com uma ectópica a mais (tive 3) rsss..

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