A psoríase em grávidas, bebês e crianças!

Informações e dicas sobre Psoriase
Durante a gravidez ou ao planejar uma, mães e pais que convivem com a psoríase precisam estar atentos para que a doença de pele não atrapalhe este momento tão importante.
A psoríase não é uma ameaça direta ao bebê durante a gestação, já que ela não reduz a fertilidade da mulher e nem provoca abortos ou indisposição para engravidar, além de não ser um impedimento para que mulheres tenham uma gravidez saudável.
É possível, inclusive, que durante a gestação as crises da doença diminuam e o corpo da mulher passe por uma melhora, principalmente a partir do terceiro trimestre, o que pode estar relacionado ao aumento de produção de alguns hormônios que estimulam a produção de substâncias com capacidade de diminuir inflamação, ainda que estudos realizados não tenham sido conclusivos para explicar o fenômeno. Mas por a psoríase ser uma doença um tanto quanto imprevisível, há ainda chances de que as crises piorem durante a gestação, principalmente pelas mudanças emocionais causadas na mãe, já que o estresse e a depressão são dois dos fatores que apontam para o reaparecimento da doença.
É importante saber que há chances de o bebê possuir psoríase, o que ocorre por uma predisposição hereditária da doença, ou seja, os genes do pai ou da mãe que possui psoríase podem ser passados aos filhos. Entretanto, estudos populacionais mostraram que apenas em um terço dos casos a psoríase é passada de uma mãe ou de um pai para o filho, ainda que não se saiba como. Já em casos em que tanto o pai quanto a mãe possuem a doença, as chances da criança ter psoríase sobem para 50%.
Essa “transmissão” da doença apenas ocorre de forma genética, nunca por meio de uma transmissão direta do corpo da mãe com o bebê, seja durante a gestação, como ocorre com outras doenças como o HIV/Aids, ou após a mesma, no contato diário ou na amamentação. Aliás, é importante frisar que a psoríase não é contagiosa.
Sendo assim, o maior cuidado que a mãe deve tomar é avisar de imediato ao seu médico dermatologista sobre o planejamento da gravidez ou que a gestação teve seu início, pois algumas formas de tratamento que previnem as crises da doença podem afetar o desenvolvimento do bebê e também o período de amamentação. O obstetra também deve ser comunicado.
Muitas vezes a medicação deve ser retirada ou trocada, sendo que alguns médicos até sugerem a suspensão completa dos tratamentos por meio de medicamentos, até os de uso externo, como cremes e loções que, por serem absorvidos pela pele, podem ser tóxicos ao feto. Mas isto não é uma resposta unânime e varia de profissional para profissional.
Além disso, o tratamento por meio de medidas preventivas poderá continuar, como tomar sol com certa frequência, hidratação a partir de hidratantes eficientes e próprios para a gestação e uso de roupas de algodão e/ou mais largas. Não deixe também de fazer atividades físicas e de lazer, de forma mais leve, como caminhada, yoga e meditação, que ajudam a combater o estresse físico e mental.
Após a gestação: cuidados com bebês e crianças
Caso o bebê tenha herdado o gene que carrega a psoríase, é importante alguns cuidados que irão evitar crises ainda durante a infância. Geralmente, pessoas que convivem com psoríase apenas a descobrem na faixa dos 30 anos, mas de 25 a 50% dos casos podem ocorrer antes dos 16 anos e 2% antes dos 2 anos.
Quando a manifestação da doença ocorre ainda na infância, ela tende a aparecer em locais como mãos, pés, genitália e áreas flexurais, além de lesões nos joelhos, cotovelos e couro cabeludo serem comuns. Em bebês de até 2 anos, a região da fralda também é bastante suscetível aos machucados. Geralmente se manifestam em forma gutata, isto é, pequenas placas vermelhas em forma de gotas, muitas vezes após infecções, em especial na garganta.
As crianças possuem mais dificuldade de lidar com as crises de psoríase do que os adultos, além de algumas vezes sofrerem com termos pejorativos na escola, ocasionando um profundo impacto psicológico e emocional. Por isso, além do acompanhamento dermatológico, é importante consultar um psicólogo ou terapeuta. Além disso, é interessante que a professora ou professor da criança na escola tenha conhecimento da situação e informe-se sobre a psoríase, informando também os colegas de escola, podendo promover um ambiente melhor e mais amigável dentro da sala de aula.
Além disso, tanto para crianças quanto bebês, é importante tomar alguns cuidados essenciais com sua pele. Recomenda-se o uso de sabonetes de glicerina ou neutro, assim como o xampu, banho de água morna e nunca muito quente, o não uso de esponjas para se lavar, já que retiram a camada de proteção da pele, usar a toalha envolvendo o corpo da criança, sem esfregá-la na pele, uso de roupas largas e de algodão, para que a pele respire bem, além de evitar vesti-los com muitas peças de uma vez, hidratação diária e com produtos recomendados pelo médico, evitar cortar suas unhas muito curtas, com risco de infecções, refeições saudáveis e variadas, trocar as fraldas assim que sujas e evitar que o bebê seja exposto durante muito tempo ao sol.
Blog Da Fertilidade à Maternidade

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* As informações disponíveis são meramente informativas, os comentários respostas são informações leigas e não substituem a Consulta Médica!
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3 comentários:

  1. Muito interessante. A questão dos medicamentos é bem séria mesmo. Precisa de acompanhamento no pre-natal mesmo

    bjs
    Lele

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  2. Nooooossa, eu nunca tinha escutado falar. Adorei o post detalhado.

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  3. Não conhecia, ótimo post, super explicativo! Parabéns

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