Pré-eclâmpsia: doença que coloca em risco a vida da mamãe e do bebê!

Doença silenciosa que pode ser muito perigosa para a grávida, a pré-eclâmpsia atinge 3 a 5% das gestante no mundo.
pré-eclâmpsia na gravidezO Da Fertilidade a Maternidade conversou com o Dr. Henri Korkes, professor do Departamento de Obstetrícia da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), especialista em gravidez de alto risco, para esclarecer um pouco mais sobre a pré-eclâmpsia a vocês.
No Brasil, a principal causa de mortalidade materna é a pré-eclâmpsia, doença caracterizada pelo aumento da pressão arterial e alto nível de proteína na urina durante a gestação. Estima-se que, a cada ano, 8.5 milhões de mulheres sofram com a doença no mundo[1] e 15% dos partos prematuros sejam causados pela doença[2].
Exame realizado a partir da 20ª semana de gestação auxilia na identificação dos riscos da pré-eclâmpsia antes mesmo dos primeiros sinais clínicos da doença.

Apesar de não sabermos ao certo as causas da doença, os fatores de risco são bem conhecidos. Entre eles estão: primeira gestação, obesidade e sobrepeso, diabetes, pré-eclâmpsia em gestação anterior, hipertensão crônica, histórico familiar, gestação de múltiplos, doença renal e doenças autoimunes.

As mulheres que apresentam estes fatores precisam ser monitoradas para que possamos fazer um diagnóstico precoce da doença antes mesmo dos primeiros sinais clínicos. No entanto, mesmo pacientes sem fatores de risco identificáveis podem apresentar a pré-eclâmpsia.

A pré-eclâmpsia costuma se manifestar a partir da 20ª semana de gestação e tem como principais sinais e sintomas a pressão arterial elevada, edema (inchaço) e o ganho de peso. Em alguns casos as pacientes podem apresentar dor de cabeça forte e dores abdominais.

O maior desafio com relação à pré-eclâmpsia é o diagnóstico precoce. Atualmente, o diagnóstico é feito de forma tardia, com o aparecimento da hipertensão e da proteinúria(exame que avalia a quantidade de proteína na urina da gestante), caracterizando o estágio avançado da doença.

Com a chegada do teste de biomarcadores para pré-eclâmpsia, é possível identificar a doença antes mesmo dos primeiros sinais clínicos, permitindo diferenciar as mulheres com suspeita de pré-eclâmpsia daquelas que realmente necessitam de um acompanhamento com maior atenção. O teste é baseado na fisiopatologia da doença e analisa a relação entre dois fatores presentes na placenta fundamentais para o diagnóstico e predição da doença: o fator de crescimento placentário (PlGF) e o fator antiangiogênico chamado soluble fms like tirosina quinase-1 (sFlt-1).

Isso nos auxilia no aconselhamento médico tomando decisões mais acertadas para garantir a segurança da mãe e do bebê, como também pode reduzir as hospitalizações e as intervenções desnecessárias relacionadas à doença.

O exame já está disponível em todo o Brasil?
Já existem alguns laboratórios que oferecem o exame, mas há um esforço da sociedade médica junto a empresa fabricante do exame para ampliar sua disponibilidade.

A pré-eclâmpsia também traz riscos ao bebê?
Sim. A pré-eclâmpsia é a principal responsável pela chamada "prematuridade eletiva", quando os médicos precisam realizar o parto antes do tempo adequado, devido ao grande risco materno. Na pré-eclâmpsia observa-se uma redução do fluxo de sangue para o bebê através da placenta e este pode ficar comprometido, prejudicando seu correto desenvolvimento. Além disso, a doença possui diversos reflexos na vida da mulher. Há estudos que mostram que mulheres que tiveram pré-eclâmpsia tem maior probabilidade de desenvolver problemas cardiovasculares e renais no futuro em sua vida.

Blog Da Fertilidade à Maternidade

[1]  Victora, C. et al. Maternal and child health in Brazil: progress and challenges. Lancet 2011; 377: 1863–76.
[2] Verlohren, S., et al. (2010). Am J Obstet Gynecol 202 (161): e1-11

P.S.: Gostou do post, então compartilha :), mas se for copiar cite a fonte, com link e a autora. É mais justo com quem pesquisa e escreve sobre o assunto para tentar ajudar. Obrigada, Alê

* As informações disponíveis são meramente informativas, os comentários respostas são informações leigas e não substituem a Consulta Médica!
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9 comentários:

  1. Ale que post maravilhoso e explicativo!
    Essa doença è perigosa mesmo,por isso que antes de engravidar novamente quero perder bastante peso!
    Beijo
    http://www.simplesedoce.com.br/

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  2. Eu sempre tive pressão baixa entao ela nunca me assombrou, mas tenho amigas que precisaram de atenção extra na gestação...
    ótimo post
    bjs
    Lele

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  3. Um post excelente com informações muito boas!

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  4. Adorei o post, super explicativo!
    As gestantes tem que ficar bem atentas nos casos de risco de ter a doença.
    Assunto muito sério!
    Beijos,

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  5. Muito bom o seu post. A pré-eclampsia é muito perigosa. Eu nunca tive pressão alta, a minha era até mais para baixa e no final da minha primeira gestação eu tive que correr para o hospitalk porque tive início de pré-eclampsia.
    É importante ficarmos todas atentas.
    beijos
    Chris

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  6. Os exames são importantes e a consulta com a ginecologista é estrema,ente importante se na família já existem casos e para prevenção.
    Ótimo post bem explicativo.

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  7. É sempre bom ficar em alerta, e tomar todas as precauções possíveis. Conheço várias mamães que tiveram esse problema, mas graças a Deus, tudo deu certo.

    Beijos

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  8. É fundamental ter uma acompanhamento médico e estar atenta para qualquer pequena sensação diferente.
    Conheço mulheres que tiveram a doença e com acompanhamento tudo deu certo.

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  9. Parebens ótimo esse post!

    Jessica
    https://www.pequetuxo.com.br/marcas/munchkin.html

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