Papo de Pai: Filhos só fazem bem!

Aqui no blog a gente sempre compartilha com vocês muitas histórias e vivências da maternidade, mas hoje vamos conversar um pouco com o pai do Ben. O Homero conta para gente como o Ben transformou a sua vida e sobre um projeto muito legal que surgiu com a paternidade.
Papai Rockeiro e o filho Ben
Foto arquivo pessoal
Filhos só fazem bem. Até para os maus - ou tidos como tal. Além disso, são um alento para todos os males. Dão trabalho, vá lá, mas são nosso bem mais precioso. E o Homero, jornalista e pai do Ben, (com)provou isso logo que o guri nasceu. Idealizou 'O Ben para todo mal' (assim mesmo, com 'n', para homenagear o filhote), uma série de entrevistas com pais e mães fora dos padrões convencionais da família brasileira. A ideia é conversar com rockeiros e figuras estereotipadas (tatuados ou de visual estranho, profissionais com empregos fora do comum e gente que não tá nem aí para as convenções de pai e mãe tradicionais) e mostrar como eles lidam com a paternidade e maternidade, afinal, será que são tão diferentes assim?!
Da Fertilidade à Maternidade: Conta um pouquinho para gente, o que vc sentiu quando descobriu que seria pai?
É uma sensação doida! Alegria acima de qualquer outro sentimento, mas também tem um pouco de ansiedade e incerteza - porque, né, que mundão é esse que vai abraçar meu filhote? 'Tô grávida' era algo que estava esperando ouvir, na verdade, pois eu e minha mulher, Graciele, tentávamos o resultado positivo no teste há uns meses. Antes de decidirmos, a gente conversava bastante sobre isso, mas ia protelando, achando desculpinha. Só que aí, em 2014, ganhamos uma sobrinha/afilhada, a Manu, que nos fez ter certeza de que tínhamos de ter um bebê.

Mas, voltando à pergunta... O impacto maior, mesmo, foi quando o Benjamin nasceu. Creio que para o homem é mais difícil assimilar que terá um ser que dependerá dele até o fim dos dias. Talvez porque a gente não carrega a cria no ventre, não passa por todas as alegrias e as agruras que uma grávida enfrenta. Fica mais complicado criar um vínculo sem esse contato direto, me parece. Ao menos pra mim foi assim. Por mais que se tente ser um pai presente na gestação, nossa vida continua sem grandes mudanças. Pode sair com os amigos, tomar cervejinha, fazer exercício físico e outras atividades que a gestante tem de evitar desde o momento que descobre a gravidez. Só que, quando o criatura 'sai pra fora', e o médico diz "este é o teu filho", aí é uma cacetada. A gente pensa: agora fodeu! Mas no bom sentido, saca? Tipo, tu vê o ser ali, materializado, é muita emoção! Eu fiquei sem voz, não sabia se ria ou se chorava. Só queria pegar ele, sentir o cheiro, tocar, apertar, dizer que amava sem prazo de validade.


Da Fertilidade à Maternidade: Como mãe, eu sempre digo que um filho transforma a nossa vida. Como pai, o que você acha que mudou na sua vida com a chegada do Ben?

Tudo muda! Embora eu ache que pra mãe isso é ainda mais gritante. A mulher é sempre mais impactada. Pela questão da amamentação, do apego que a criança tem à ela e uma série de outros fatores. Enfim... a minha vida foi completamente alterada. De dormir menos e fazer menos festa a entender o real significado de amar. A gente renasce, repensa muitos posicionamentos e posturas nessa vida. Acho que é um processo pelo qual se vai passando, não algo que rola da noite para o dia. E é algo contínuo, que vai ser assim até nosso último suspiro. E isso é sensacional! Não é fácil também, porque te coloca numa posição de vulnerabilidade que não se está acostumado. Ao mesmo tempo te encoraja, te dá força.Te faz refletir sobre tudo! E o filho é um pensamento recorrente na rotina: é saudade quando se está longe, é curiosidade pra saber como ele vai ser, é preocupação antecipada com relação ao mundo em que ele vai viver. Enfim, é difícil não lembrar deles, relacioná-los com qualquer acontecimento que a gente vê, lê ou experimenta.

Da Fertilidade à Maternidade: Com o Projeto "O Ben para todo mal", o que você tem constatado sobre esses pais considerados não convencionais? Será que existe tanta diferença entre pais considerados tradicionais?

Sim e não. Pouco esclarecedor, mas é isso mesmo! hehehehe... Não existe modelo ideal de mãe e de pai. Existem, na real, uma infinidade de possibilidades para as figuras materna e paterna. A gente tem de tentar encontrar qual a que mais se encaixa em nossas vidas. E isso não é só entre o cidadão comum e os considerados fora do padrão. É entre todos nós! Eu não posso ser como meu vizinho que tem filho, nem ele como eu. Eu não posso ser igual ao meu pai, pois a minha experiência de vida somada aos ensinamentos da minha família me fez uma pessoa diferente dele. Não podemos deixar de ser quem somos porque tivemos filhos. Precisamos, sim, encontrar maneiras de ser o melhor possível dentro das nossas condições, predileções e anseios. E acho que é importante passar isso pros nossos filhos. Mostrar para eles que há diversidade, que cada ser humano é um universo e que temos de conviver com isso em paz e harmonia. Não somos uma linha de montagem, na qual todas as peças são produzidas iguais - embora tentem nos fazer acreditar nisso. Temos nossas diferenças, e isso nos faz únicos. É saudável e natural que seja assim. É preciso que nos coloquemos no lugar do outro antes fazer pré-julgamentos. 

Gente, eu adorei ter o Homero aqui no blog para contar tudo isso para gente. E vale muito conhecer e acompanhar também o 'O Ben para todo mal':

No Youtube: 
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No Facebook: www.facebook.com/obenparatodomal 
Segue lá ;)

Alê Nunes
Blog Da Fertilidade à Maternidade

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4 Comentários pelo Blogger

4 comentários:

  1. Amei o texto e vou compartilhar esse link para ele ir se familiarizando.
    Li vários posts do seu blog e amei cada um deles, estou na minha primeira gestação e devorando todos os blog de maternidade.

    Beijinhos,

    http://issoeoqueamo.blogspot.com.br/
    @myla.barbosa

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    Respostas
    1. Que legal Milla! Que bom que gostou, vou passar lá no teu blog para conhecer tb! bjinhos para vc e teu bbzinho.
      <3

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  2. Muito legal conhecer histórias de pais...

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  3. Nossa que texto legal. É sempre bom ter um paizão e ele ainda dá entrevista =)
    Meu marido é super companheiro e eu percebi muita mudança nele após o nascimento das meninas. Super participativo

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