Dividir a chegada do bebê com o pai é fundamental para encarar as mudanças!


O homem também amadurece muito com as transformações, basta ter paciência!

Primeiro é aquele choque, com a ficha demorando a cair: vou ser pai! Diferente da mulher, que tem o corpo a escancarar todas as mudanças que vêm pela frente, os homens são obrigados a se haver com a própria imaginação.

Milhões de pensamentos invadem a cabeça, a felicidade é misturada à expectativa e os ombros até afundam quando eles se lembram das responsabilidades que se avizinham.



O paulistano Daniel Belangero que o diga. Amante dos esportes durante o dia e baladeiro inveterado de noite, ele tomou um susto quando soube da novidade. Bonito e bem comunicativo, vivia cercado de amigos e mulheres. Era um boa-vida, um garotão. Até o dia que soube que se tornaria pai. "Foi uma surpresa pra mim. Não foi nada planejado" , recorda ele, que participou da última edição do Big Brother Brasil 7. "Do dia para a noite, tive de me acostumar com a idéia de que, em breve, uma vida iria depender de mim".

E haja preparo emocional para se acostumar à idéia. "A mulher tem nove meses para se vincular ao bebê e se adaptar às transformações no corpo, na alma e no afeto. O homem tem um minuto!" , resume Ronaldo Ramos, psicólogo clinico especializado em terapia breve.

"Mesmo que tenha acompanhado a gravidez ao lado da mulher, o processo masculino é de fora de dentro, enquanto que o da mulher é de dentro para fora. Ele vai vendo as transformações e de repente aparece aquela figura nova, que de repente é seu filho" , explica Ronaldo.

Ou seja, o vínculo afetivo não costuma ser tão imediato no homem, ao contrário do que costuma aparecer no cinema e na TV. É natural não sentir aquele amor, aquela conexão incondicional de bate e pronto. Para a maioria dos homens, isso leva meses , explica o especialista. Tudo começa com os ciúmes, afinal ele terá de dividir a mulher com outra pessoa e haja altruísmo no começo.

Depois, vem a culpa. Primeiro, por sentir ciúmes do próprio filho e, segundo, por não sentir aquela conexão logo de cara com o bebê , diz o psicólogo. Isso porque, no tempo de nossos avós, o homem tinha um papel mais de provedor e não era esperado que ele desenvolvesse um vínculo tão próximo com os filhos pequenos. "Para lidar com isso, o homem precisa se conscientizar de que isso é natural, aceitando esse processo de reconhecimento do filho como algo gradativo. Logo ele vai identificar traços de família no bebê, criando a sensação de proteção, responsabilidade e afeto" , orienta Ronaldo.

Ele sugere a shantala como uma das maneiras mais agradáveis de integrar o pai ao bebê. Trata-se de uma massagem indiana, própria para bebês. "O toque é melhor forma de formar o vínculo afetivo e de pai e bebê se acostumarem um com o outro. Como massagem feita com amor e carinho nunca é demais, uma sugestão é estabelecer uma rotina, em que o pai faz shantala todos os dias, antes do banho. Se puder dar o banho também, melhor ainda", explica.

Agora, a mãe também precisa lembrar-se de que o filho é dos dois e não só dela. Então fazer fazer da massagem um ritual a três de vez em quando pode ser uma ótima forma de lembrar-se disso, com a criança recebendo os toques da shantala da mãe e do pai ao mesmo tempo. "Mas a chave é o pai fazer algo para integrar-se, procurar atividades sozinho com o bebê", aconselha o terapeuta.

"Quando o Pedro nasceu, o Maurício, meu marido, fez questão de estar muito presente. Ele fica cerca de 1h30 todo dia de manhã junto com o filho na cama. No começo era assim: o Pedro acordava, mamava e ia direto para os braços do pai. O ritual continua até hoje, ele acorda e já sabe: as primeiras horas da manhã são do papai", conta Carla Carvalho Venturini, publicitária paulistana e mãe de Pedro, 1 ano e 7 meses.

Uma rotina que a criança adorou, assim como Carla, que teve a auto-estima reforçada com todo esse apoio. "Desde pequeno, o Pedro sempre riu para mim igual ria para a mãe. Nunca teve essa história de preferir o colo da mãe, como vi acontecendo com meus amigos. Claro que na hora de mamar eu não tinha vez, mas fora isso a qualidade do contato era a mesma!", garante Maurício

Deixar de ser um garoto e acostumar-se à idade adulta é uma das transformações inerentes à chegada do bebê. Hoje com 26 anos Ele tinha 23 quando soube da vinda do bebê), Daniel lembra as baladas e as viagens que teve de abrir mão para ficar com o filho. Não me arrependo. Hoje, sou um cara bem melhor. , afirma.
Ex-atleta de sucesso no hóquei sobre patins, ele tem duas medalhas de Jogos Panamericano, Daniel ganhava a vida como professor num clube da capital paulista. Pouco após o nascimento de Vinícius, que hoje está com dois anos, percebeu que era preciso fazer algo diferente. "Foi uma aposta radical. Tive a idéia de entrar no Big Brother" , conta. "Poderia ganhar um bom dinheiro, que garantiria mais conforto para o meu filho. Fiz tudo pensando no bem-estar do Vinícius".

O prêmio acabou não vindo, pois o participante foi eliminado logo na primeira semana do programa, tempo suficiente para a saudade apertar. "Ficamos 15 dias afastados e a saudade foi tão grande, que o pessoal da produção precisou arranjar uma foto dele, às pressas, para eu saber que ele estava bem" , conta. Hoje, passados três anos desde que soube que se tornaria pai, Daniel tem uma certeza: "Não sei mais como seria minha vida sem o Vinícius. Ele é tudo pra mim".

Fonte: Minha Vida
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