Estímulo da Linguagem: Quando meu filho vai começar a falar?!

A maioria dos pais questionam e aguardam ansiosamente pela primeira palavra do seu bebê. Em média, as crianças começam a balbuciar aos 12 meses. Os primeiros sons estão mais para sílabas do que palavras, como "mã" e "pa". Contudo, uma criança não é igual à outra e os pais têm a mania de comparar seus filhos, com os irmãos ou filhos dos vizinhos/amigos, gerando uma ansiedade enorme em relação ao desenvolvimento da criança, acarretando preocupações muitas vezes infundadas.


Cada criança tem seu tempo e desenvolvimento próprio. E isso vale também para o início do desenvolvimento da fala.
Para que a criança desenvolva suas habilidades com a fala, é preciso estimulá-la.

Desde a barriga da mamãe, o bebê já tem condições de ouvir. Então, falar com o bebê mesmo que este se encontre dentro da barriga da mamãe auxilia na aquisição de vocabulário. O que deve ser compreendido pelos pais é que o desenvolvimento cognitivo é muito mais avançado que o motor, sendo assim, mesmo que seu (a) filho (a) não consiga produzir palavras, ele as recebe e aprimora seu vocabulário.

A linguagem não significa apenas saber falar!
Sua aprendizagem é complexa e demora o seu tempo. Para que seja completa é necessário que três estruturas estejam a funcionar normalmente:
  1. As vias sensoriais (audição e visão). Não é difícil perceber que sem elas é mais difícil a criança aprender a falar. A criança necessita de ouvir e ver para mais facilmente aprender a falar.
  2. Zonas cerebrais responsáveis pela fala. Estas zonas são capazes de perceber aquilo que está a ser dito à criança e de originar os estímulos nervosos necessários para a produção dos sons.
  3. Zonas vocais, responsáveis pela articulação dos sons, como as cordas vocais, boca, língua, lábios, palato. São os órgãos efetores, responsáveis pela emissão dos sons.
Todas estas zonas devem estar sãs para que a criança tenha um normal desenvolvimento da sua capacidade de entender e se exprimir através da fala, porém mesmo assim existem crianças que possuem atraso na hora de dizer as primeiras palavras. É difícil contabilizar o verdadeiro número de crianças com um atraso do desenvolvimento da linguagem. Em primeiro lugar, porque muitos casos não são verdadeiros atrasos, mas sim variações dentro do que se pode considerar normal. Por outro lado, muitos destes atrasos são passageiros e transitórios, acabando por desaparecer espontaneamente ou com acompanhamento adequado.

Fatores que podem contribuir para o atraso na fala:

Proteção em excesso - Uma criança que convive na maior parte do seu tempo com adulto e esses adultos fazem tudo para a criança sem que ela precise pedir, como pegar um copo de água quando a criança aponta para o filtro, não tem necessidade de falar.

Os pais precisam entender a seguinte lição: a criança precisa sentir necessidade de falar. É um processo novo e difícil para a criança. Se ela aponta e tem o que quer na mão, sempre usará dessa atitude para conseguir o seu desejo e não será forçada a falar.

Mudanças repentinas -Podem atrasar ou mesmo fazer com que a fala regrida. A chegada de um irmãozinho ou a separação dos pais podem ser alguns dos motivos. Tente detectar o motivo da alteração emocional daquele momento e procure deixar seu filho seguro do amor que os pais tem por ele.

Quando os pais devem se preocupar?

Uma criança que com dois anos não fala absolutamente nada necessita de uma avaliação médica.A avaliação da linguagem é feita pelo pediatra durante as consultas de rotina, com a ajuda dos pais. Aquilo que se procura é se existem alguns sinais de alarme que possam indicar um atraso no desenvolvimento nesta área. Caso sejam encontrados, é importante que sejam excluídas as causas mais frequentes, começando pela audição. Se necessário, a criança pode fazer alguns testes de audição para retirar alguma dúvida. Se a suspeita não é isolada, mas associado a problemas em outras áreas como a motricidade a criança deve ser avaliada numa consulta de desenvolvimento infantil por um especialista nesta área. Se existirem principalmente problemas na articulação e coordenação da fala deve ser consultado um fonoaudiólogo.

Dicas de estímulos:

  • Converse muito com seu bebê e, principalmente, olhando para ele. Assim poderá ver os movimentos que a mamãe faz com a boca e as expressões de seu rosto, importantes para a comunicação.
  • Além de conversar, cantar pra criança é essencial. A sonorização, a rima e o ato de cantar transformam a fala em brincadeira, e isso comprovadamente ajuda o desenvolvimento da linguagem, do vocabulário e facilita o período de alfabetização.
  • Na fase de desenvolvimento da fala, não fale em diminutivos e nem infantilize as palavras. Pois falar com jeitinho infantil dificulta o entendimento da criança que ainda não sabe qual o som correto das palavras.
  • Nomeie tudo para a criança. A hora do banho é ideal para o pequeno conhecer as partes do corpo com as perguntas: "Onde está o pé? E o cabelo? Os olhos?". Ou então: "qual é a cor dessa maçã?".
  • As histórias, além do estímulo que representam à imaginação, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem. Os poemas, assim como as músicas, têm ritmo e sonoridade bem acentuados. Comece com os textos de rimas diretas e, aos poucos, vá sofisticando. Vale lembrar que a leitura não pode ser mecânica. Coloque emoção e pontue cada frase.
Fontes: Revista Pais & Filhos/Crescer/Guia do Bebê.

Em breve postarei mais dicas sobre atividades estimulantes e muito mais!


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Priscila Oliveira


Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Especializada em Estimulação de zero aos três anos pela Little Genius e UNIAPAE e colunista do Blog Da Fertilidade à Maternidade.

Blog Da Fertilidade à Maternidade

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* As informações disponíveis são meramente informativas, os comentários respostas são informações leigas e não substituem a Consulta Médica!
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2 comentários:

  1. Adorei o Post Alê, infelizmente vejo muitos pais fazendo isso "falando" pelos filhos, aqui desde pequeno estimulava para que ele além de apontar falasse, mesmo que fosse do jeito dele e aos poucos ia corrigindo, sempre fomos de conversar com ele, falar o que estavamos mostrando

    Bjs Mi Gobbato @espacodasmamaes

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  2. O Tato demorou mais para falar. Mas a Isa falou cedo.
    Cada criança é de um jeito mesmo.
    Beijos
    Lele

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